O cadelo via algo naquele brejo, não parava de latir. Era o demo, sem dúvida. A noite tenra, a lua anil, uma bola cheia. Os grilos. Cigarras. O vaqueiro lá no copiar da casa-grande, fumando seu cigarro. A orquestra noturna não cessava. O bafo noturno penetrava na consciência sertaneja. As silhuetas da caatinga: malditos demônios noturnos que se achegavam ao intelecto do cowboy. Era a miragem noturna da solidão do desertão. A fumaça do engenho quase (poderia talvez) ser vista. Ou era a fumaça diabólica que fugia do inferno que estava sob os seus pés. Atrás da serra do fundão, uma linha cor de ouro se delineava. O amanhecer se aproximava. O cigarro do peão se acabava proporcionalmente. Os pássaros cantavam. Os demônios à luz do crepúsculo estremeciam, e tornavam-se estátuas naquele sertão. Estátuas que ao anoitecer reviviam, um maldito círculo vicioso.