3 de abril de 2011

Sucedido da Vez que Quiqui Barbeiro-de-Verruga Fez a Temida Mágica da Desaparição

E nesses termos Quiboronha Azevedo anunciou que faria seu número de mágica mais incrível de todo o sertão do Brasil. A desaparição de meia-dúzia de moedas. Quiboronha que de certidão de nascimento tinha por sobrenome Azevedo dos Réus, e desse nome e sobrenomes tinha vergonha, que na verdade não se comparava a vergonha de seu nefasto apelido, que na hora da apresentação do magicismo, um magrela deu de fazer relembramento do detestado apelido de Quiboronha: Quiqui Barbeiro-de-Verruga, apelido adquirido quando Quiqui foi espiado nos íntimos do quarto com uma senhora do tipo Matusalém, fazendo a poder de gileti a verruga, o buço e demais cabeludismos da velha bruxa com cara de maracujá de gaveta. Foi Quiboronha ouvir aquela alcunha pra pegar cor de tomate e ódio, e descalibrar a mágica e começar a dar sumiço nos apetrechos de magia e outros objetos do palco. E o magrela gritando sem cansar o apelidão do Quiboronha. Quando deu por finalizada a mágica, o povo da vila deu levantamento na desaparição das coisas: sumiu além de treze reais em moedas, mais outro tanto em papel, uma cartola e seu competente coelho, duas assistentes de palco e as roupas de cima de uma outra, sumiu ainda três carteiras, oito pares de brinco, a calcinha de pelo menos três mocinhas que assistiam a mágica, quinze reais sumiu da caixinha de oferta da Assembléia de Deus, dois quilos de ofícios do Penteado Futebol Clube, dois dentes de alho da mercearia do Quincas, sumiu o jumento de um moleque, e ainda desapareceu meia dúzia de bigodes. E Quiqui Barbeiro -de-Verruga até de sua pessoa deu desaparição.