13 de fevereiro de 2011

De Como Vaguiner Peroba Descobriu Que é por Dois mais Dois que se Chega a Quatro

Foi quando a mão aberta e mais um tapa de Uóshintom Uéslei tornou o corpo de Vaguiner Peroba em feitio de peão de corda. Foi dar tantas e outras piruetas e quedar em cor de vela com a língua de fora, ânsia de vômito, cara de ênjoo de quem comeu lesma a milanesa e não gostou. Pois na justa hora em que botava as tripas boca-à-fora, o rabo-de-saia de seu bem querer Clara Joaquina dos Azeredos chegava de mala-e-cuia, maior cara lavada. Cara lavada até deitar as bagas dos olhos verdes naquele regurgito de variadas cores e conteúdos, entre algumas moedas de cruzados e um brinco que a mãe de Vaguiner Peroba tinha perdido em recuados verões (ei-lo aqui, diria seu falecido tio João Batista dos Santos, pastor assembleiano, desfrutando de verdes pastos no paraíso). É Clara deitar vista naquela nojeira, olhar ao redor, pra em modo disfarçoso e em cor de vermelho pimenta na lata da cara, gaguejar duzentos e poucos não sei o que e tomar retorno da rua, e mãozona de Uóshintom Uéslei quebrar dois dentes de Clara Joaquina e tornar sumido um tanto outro. É que Uóshintom Uéslei era o patrono do sobrenome dos Azeredos, beneficiando em compromisso de papel e padre, o sobrenome à Clara Joaquina. Entre alguns entretantos e todavias, Uóshintom Uéslei foi tirar cisma de infidelidade por parte de Clara, e chegou jogando verde pra colher maduro pra Vaguiner e Peroba entrar de desmerecimento em desfavor a Clara Joaquina. Uóshintom Uéslei de bom coração perdoou o sem-vergonhismo de Clara Joaquina, pagou implante dentário e a poder de serra-circular arrancou o quarto par de chifre em dois meses de matrimônio passado no papel e padre.