Lá na encruzilhada, na folia da sêca, na alma do sertão, na morte da terra. Valia e havia de montes retirantes, família por família, gente por gente. Humano com fome sêde. Animal com fome sêde. Boiada só ossada... nas veredas da terra, de focinhos para o ar, língua refrescando na miséria de vento. O boqueirão sêco, de perder vista, de perder vista era o amontanhado de pessoas aqui e acolá em passos de tartaruga, com trouxas e saudade do sertãozinho no coração quase correndo sangue em pó. Aqui, acoli, fazenda ilesa. Retirante ia pedir arrego. Os da fazenda despachavam povinho como animal maldito vindo dos infernos. E assim caminhava aquela humanidade.