9 de maio de 2010

Liberdade, mas não pra mim

Nesses sertões tem famílias enormes, senzalescas, hierarquias mutiladas horrorosas. Níveis nazistas de qualidade de pessoas. Até negras famílias nas cyber-metrópoles serventes do diabo endinheirado. Eu sou um só, só eu, muitos irmão, muitas irmãs. Vários pais, várias mães. Eu não sou um jumento de carga. Apanhar na cara. Suar muito pra comer. Tolero. Não sou mula, mas só sirvo pra isso. Mas me esmaga os ânimos, meu Deus, a desgraça dos meus irmãos, da minha gente. O que eu quero, meu Pai, LIBERDADE, não pra mim. Liberdade pra meus irmãos, Liberdade pras minhas irmãs, Liberdade pros Pais e Mães. Mas por favor, sem Liberdade pra mim. Eu carrego as cruzes de todos. Jesuis... Jesuis...

Livremente inspirado no Freedom jazz de Charles Mingus.