O ar gélido da metrópole. Os cantos dos autômatos quebram a solidão noturna, preparando-se pra tornar a solidão diurna. A sombra urbana persiste. A sombra começa a caminhar pelo caminho do sol. A sombra vai se esticando no oposto da estrela. Os decibéis urbanos sobem. O frio some.
Esbarro aqui e acolá. Não olho pra qualquer rosto. Qualquer rosto não me olha. Olha somente pra sua trilha pré-determinada. Os primeiros gritos da vendagem. "Olha a cobra". As prostitutas aproveitam o lar. Os viciados dormem.
Os mendigos. Abandonados. Carrinheiros.
Retirantes. O calor aumenta como o inferno. Os prédios ora se escassam, raro são as silhuetas, ou miragens. Ando, ando, o mesmo cenário fúnebre. O solo fica seco. Já sumiu o asfalto. Já sumiu os ruídos urbanos. Mas sigo uma vereda cabulosa, um trajeto posto determinado.
Esbarro aqui e acolá. Não olho pra qualquer rosto. Qualquer rosto não me olha. Olha somente pra sua trilha pré-determinada. Os primeiros gritos da vendagem. "Olha a cobra". As prostitutas aproveitam o lar. Os viciados dormem.
Os mendigos. Abandonados. Carrinheiros.
Retirantes. O calor aumenta como o inferno. Os prédios ora se escassam, raro são as silhuetas, ou miragens. Ando, ando, o mesmo cenário fúnebre. O solo fica seco. Já sumiu o asfalto. Já sumiu os ruídos urbanos. Mas sigo uma vereda cabulosa, um trajeto posto determinado.